SINÉQUIA UTERINA

As sinéquias intra-uterinas são encontradas mais freqüentemente em abortos de repetição, nos casos de esterilidade e alterações menstruais.
O tratamento das sinéquias aumenta em 50% a incidência de gravidez e em 75 % a melhora das alterações menstruais.

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TRATAMENTO
O tratamento atual é baseado na histeroscopia, que sob visão direta permite liberar todo o processo aderencial.
Nas sinéquias mucosas, a lise é possível com a camisa do histeroscópio, com movimentos de distensão da aderência até a sua rotura.

As sinéquias fibromusculares e fibrosas necessitam de secção. As mais finas podem ser retiradas com tesouras ou pinças, que são introduzidas por canal operatório ou paralelamente à camisa diagnóstica, com meio de distensão gasoso ou líquido.

Nas aderências mais densas, o ressectoscópio com a alça em "faca" se faz necessário para lise.

O uso pós operatório do DIU não é aceito por todos, sendo utilizado no nosso serviço quando é extensa a área de aderência, principalmente nas sinéquias centrais.

A lise de sinéquias por histeroscopia refaz em 80% das vezes a normalidade do fluxo menstrual, com excelentes resultados para gravidez nos graus Ia, Ib, IIa e IIIa.
Nos estágios IIb e IIIb, as aderências tendem a retornar de forma mais severa em 60% dos casos, não havendo gravidez nestes.

Nas pacientes tratadas com sinéquias moderadas ou severas, que conseguem gestar, o risco de acretização placentária aumenta significativamente.
Deve-se ter a preocupação em prevenir as sinéquias em todos os procedimentos uterinos, evitando-se traumas no endométrio, com manipulação suave da cavidade.


Com a histeroscopia cirúrgica, a correção da anatomia de seu útero pode ser oferecida mesmo para aquelas que ainda não gestaram, sem os agravos da técnica laparotômica.

Font-Dr. Ricardo Bassil Lasmar, Dr. Paulo R. M. Barrozo - SINÉQUIAS INTRA-UTERINAS