SEPTO UTERINO

A histeroscopia permite a observação direta da cavidade uterina e é considerada o melhor método para o diagnóstico de anormalidades intrauterinas, incluindo os septos. Qualquer lesão endometrial pode ser biopsiada e até mesmo retirada. Entretanto, como a histeroscopia não fornece informações da superfície externa uterina, a diferenciação entre o útero bicorno e o útero septado nem sempre é possível. Além disso, não fornece informações sobre as trompas uterinas.

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A histeroscopia tem se mostrado superior à histerossalpingografia no diagnóstico de algumas anormalidades intrauterinas, incluindo o septo uterino. Além do mais, o exame permite, em alguns casos, realizar o tratamento concomitantemente ao diagnóstico. Outros exames que ajudam muito no diagnóstico diferencial das alterações uterinas, principalmente entre septo e útero bicorno, são a ressonância magnética pélvica e o ultrassom 3-D.

No pré-operatório
Após uma boa anamnese e exame ginecológico criterioso, considera-se importante a realização de uma histeroscopia diagnóstica para avaliação do defeito a ser corrigido e planejamento do ato cirúrgico. O exame prévio também vai proporcionar uma avaliação da presença ou não de patologias concomitantes, como pólipos, miomas, sinéquias, e também vai dar importantes informações sobre tamanho e formato da cavidade uterina a ser operada.

Por volta de 8 semanas após o procedimento, é feita uma histeroscopia diagnóstica para avaliação da cavidade. Eventualmente são encontradas pequenas sinéquias velamentosas, que são facilmente desfeitas com a própria ótica. Após o exame, a paciente é liberada para tentar engravidar.

Os resultados
Em quase 100% dos casos, há sucesso na remoção do septo uterino. Em função da facilidade com que o procedimento é realizado, de sua baixa morbidade e bons resultados na correção da anatomia uterina, recomenda-se que a septoplastia seja realizada em todas as pacientes portadoras dessa patologia que pretendam gestar. Com esta medida, pode se fazer a prevenção de boa parte das perdas fetais, que ocorrem com frequência nas pacientes com deformidade da cavidade uterina.

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Fonte – ginecologista Joji Ueno (CRM-48.486), doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP, responsável pelo setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês e Diretor na Clínica Gera WWW.clinicagera.com.br